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Anderson Martins faz críticas ao Vasco, diz que receberá menos no São Paulo e revela que abriu mão de dívida


A torcida do Vasco ficou surpresa com a rescisão de contrato de Anderson Martins nessa terça-feira. Mas, dentro de São Januário, o caso parecia desenhado no fim da temporada de 2017. De julho a dezembro, o jogador recebeu “dois meses e meio” de salário, revelou o jogador em entrevista ao GloboEsporte.com. O zagueiro faz exames nesta manhã de quarta-feira no São Paulo para, depois, assinar contrato de três anos com o Tricolor Paulista.

Anderson explica que a saída foi praticamente antecipada em dezembro, ao procurar Anderson Barros, gerente de futebol, e procurar informações sobre a situação política do clube, o planejamento para 2018 e sobre as condições financeiras num futuro próximo. As notícias não foram nada animadoras e uma mensagem com #missaocumprida no Instagram no dia 4 de dezembro, um dia após conquistar a classificação para a Libertadores, já era ensaio do adeus.

Confira os tópico da entrevista com Anderson Martins:

“Não vim enganado para o Vasco”

– Jogador se fala. Eu sabia de salários atrasados, de política, sabia de tudo. Vivi isso em 2011. Vim no pior momento para o Vasco. O time estava mal na tabela, era candidato ao rebaixamento e ajudei da melhor forma. Entendo que o torcedor é apaixonado, mas acho injusto me chamarem de mercenário. Estou saindo ganhando menos do que no Vasco. É triste falar, mas estou indo para um clube que vai dar me dar condição, perspectiva na carreira. Jamais menosprezando o Vasco, por que é triste falar, por que sou vascaíno, mas, mesmo fora da Libertadores, o São Paulo vai me dar pespectiva profissional melhor do que o Vasco – disse Anderson Martins.

Decisão pela saída e o acordo verbal com Eurico

O jogador explicou que o seu agente Carlos Leite fez acordo com Eurico Miranda antes de chegar ao Vasco. Era um trato verbal de proteção ao jogador e que dizia mais ou menos o seguinte: se as coisas não melhorassem em São Januário – ou seja, se o clube continuasse com situação política indefinida e, em consequência, os problemas financeiros e de planejamento para a próxima temporada aumentassem -, ele teria a opção de abrir mão do restante do contrato, que ia até 2020, sem multa contratual.

– Resolvi sair diante de todo esse cenário político. Quando vim pensei em dias melhores. Falaram que as coisas iam se ajeitar. Mas caso isso não acontecesse eu estava livre. Agora ele (Eurico) só me liberou por conta dessa parte política. Quando ele viu que as coisas estavam complicadas (em continuar na presidência) me liberou. Quando viu que não tinha mais possibilidade de vencer (a eleição). Tanto que só saiu a decisão hoje (terça), logo depois do retorno do recesso do judiciário e que a tentativa na Justiça não serviu.

Zagueiro abriu mão de dívida para sair

Anderson revela que antes de assinar com o Vasco por três anos houve procura do Corinthians, do Atlético-MG e do Flamengo, mas afirmou que escolheu o clube da Colina por “gratidão”. Ele afirmou que, no acordo de rescisão, abriu mão da dívida de atrasos salariais e de direitos de imagem para deixar o clube de São Januário.

– Não vou receber o que tinha direito. Abri mão de tudo para sair. Estou perdendo dinheiro e com a imagem ruim – lamentou.

– Mas tenho meus objetivos profissionais. Falaram antes que iam reformular as coisas e eu disse: “se isso acontecer vou terminar minha carreira no Vasco.” Mas as coisas não aconteceram. Recebi dois meses e meio de salários até dezembro. Agora que eles pagaram mais uma parte. Joguei de julho até dezembro recebendo dois meses e meio de salários. Tinha direito de ir na Justiça, mas não queria fazer isso – contou o futuro jogador do São Paulo.

A saída de Anderson Barros e a chateação de Zé

O interlocutor dos jogadores no Vasco era Anderson Barros. O gerente de futebol, que deixou o clube de São Januário no fim do ano passado para voltar ao Botafogo, ouviu de Martins as queixas e o aviso de que não voltaria nas condições que deixou o clube ao término da temporada 2017.

– Comuniquei ao Anderson Barros, a meus representantes e a direção que não voltaria ao Vasco do jeito que estava. Anderson me falou: “faz o que tiver que ser feito dentro de campo para ter direito de escolha”. Ele teve o direito de escolha dele e ninguém falou nada. Ele foi o primeiro a sair. Largou todo o planejamento. O próprio treinador (Zé Ricardo) ficou chateado, mas entendeu, por que sabe que tinha indefinição que atrapalha. O Vasco esperou para fazer a minha rescisão quando perderam na Justiça, para tirar o foco deles, para se protegerem. Me jogaram contra a torcida – desabafou Anderson Martins.

“Eurico pensou que eu ia para o Fla. Eu não ia”

Triste com os ataques que recebeu durante o dia nas redes sociais, Anderson Martins lamentou os problemas políticos e a crise no clube de São Januário.

– Todas as profissões as pessoas têm direito a escolha. No futebol o cara saiu é “traíra, cuspiu no prato que comeu”. Respeito o torcedor, mas tenho que seguir minha carreira. O torcedor consciente vai entender. Não posso parar por conta desses problemas que o clube enfrenta. Tentei ajudar até quando deu. Eurico exigiu agora essa coisa de cláusula do Flamengo. Ele pensou que eu ia para o Flamengo. Eu não ia. Tive proposta antes e não fui – lembrou.

Sobre a declaração de Eurico, na última coletiva, de que “o salário era fora da realidade no futebol brasileiro”, Anderson rebate. Ele lembra que Eurico mesmo combinou dele não se apresentar na volta para a pré-temporada, diante do que já estava acordado antes das férias.

– Na hora contrata e depois diz que é fora da realidade? Não exigi de ninguém, não pedi: “assina aqui”. Fizemos um contrato, um acordo. Poderia ter ficado por toda identificação com a torcida, a quem sempre agradeci e nunca fui de ficar fazendo média. Mas, se, infelizmente (torcedores), entendem que a minha decisão foi de mercenário, fico triste. Não tive compensação financeira no Vasco. Não recebi pelos meses que trabalhei. Abri mão do que estava atrasado para sair do clube.

O contato com a oposição

Anderson fez questão de deixar claro que nada tem contra Julio Brant, candidato a presidência que pode assumir a administração do clube no fim do processo eleitoral. Contou que foi procurado tanto pela situação quanto pela oposição, inclusive por um ex-companheiro de time, campeão da Copa do Brasil de 2011.

– Tenho bom relacionamento com o Felipe. Nós conversamos e expliquei para ele o que estava acontecendo. Acho injusto eu pagar por problema politico. Não só eu como todos. E é pior ainda para a instituição. Infelizmente as coisas estão acontecendo e a gente não sabe o que pode vir. Tinha esperança de melhora, mas vivendo o dia a dia a gente sabe a situação do clube. Há funcionários e jogadores que fazem queixas, mas não tem como fazer como estou fazendo por “n” questões. É triste. O Vasco não merece isso.

Fonte: GloboEsporte.com

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