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Em laudo, perito diz que documentos entregues pelo Vasco não comprovam pagamento das mensalidades de sócios da urna 7


A primeira perícia na urna 7 confirmou a tese de irregularidade nos sócios sob suspeita do Vasco. No parecer entregue à Justiça nesta segunda-feira, o perito Luiz Alberto de Azevedo Leite afirmou que os documentos apresentados pelo clube não comprovam o pagamento de mensalidades.

Com este laudo, a decisão volta para a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, de primeira instância. A depender da sentença dela, o Vasco ainda pode apelar. Maria Cecília havia concedido liminar deferindo a anulação dos votos da urna 7, mas ainda só agora irá proferir a sentença definitiva – agora, de posse da perícia, como havia determinado a desembargadora Marcia Alvarenga.

Em sua conclusão, o perito ressaltou que não há evidências técnicas-contábeis da regularidade dos sócios que votaram na urna 7. Ao todo, 475 pessoas votaram separadamente, pois estavam sob suspeita de fraude – todas elas ingressaram no quadro associativo entre novembro e dezembro de 2015.

Entre os documentos apresentados, o Vasco juntou ao processo balancetes de suas receitas. Segundo o perito, porém, o clube não foi capaz de discriminar registros que comprovem os pagamentos de mensalidades dos sócios em questão.

Na última semana, o Vasco entrou com pedido para que a atual perícia fosse suspensa. O clube considera que o trabalho era simplificado e defende que se faça uma investigação minuciosa dos documentos apresentados. Também foram divulgados vídeos com sócios que votaram na urna 7 defendendo seu direito a voto e garantindo estarem em condição regular para participar do pleito.

Entenda o caso

A eleição do Vasco foi realizada no dia 7 de novembro, em São Januário. Nela, 691 nomes da lista de sócios foram indicados para votar numa urna separada – a urna 7. Destes, 475 compareceram à votação.

Estes nomes são os sócios de que se filiaram ao clube em novembro e dezembro de 2015, num fluxo muito maior que o registrado nos meses anteriores. O Vasco alega que houve um represamento anteriormente por causa do fim da categoria de sócio geral – que aconteceu no fim daquele ano.

Ao todo, 90% dos votos da urna 7 foram a favor de Eurico Miranda e determinaram a vitória do atual presidente do Vasco. Por causa da suspeita de irregularidades, a oposição entrou na Justiça para tentar anular os votos – o que foi conseguido numa primeira decisão, agora revogada.

A eleição do Vasco é indireta. A chapa vencedora elege 120 conselheiros, enquanto a segunda colocada escolhe 30. Estes 150 se unem aos 150 conselheiros natos para, juntos, numa reunião do Conselho Deliberativo, decidirem o presidente. Ainda não há data para que este encontro aconteça.

Fonte: GloboEsporte.com

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