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BID da CBF informa que rescisão e renovação de contrato de Douglas Luiz aconteceram no dia 30 de maio;Entenda o caso


Felippe Rodrigues‏ @felippetupi
Pelo BID da CBF, a rescisão e a renovação do Douglas constam no dia 30. Dia 24 ou 25 não há atividades com o jogador. Sem irregularidades.

Fonte: Twitter do jornalista Felippe Rodrigues‏/Rádio Tupi

 

Entenda o caso:

Com 13 rodadas disputadas, o Brasileiro de 2017 pode ter seu primeiro grande embate na Justiça Desportiva. O Fluminense recebeu uma denúncia de que o Vasco teria escalado o volante Douglas de forma irregular no clássico entre as duas equipes, no dia 27 de maio. Com os argumentos em mãos, o clube tricolor estuda levar o caso ao STJD, o que poderia custar até seis pontos ao rival.

De acordo com o sistema de registros da CBF, o volante, negociado nesta semana com o Manchester City, teve seu contrato com o Vasco rescindido no dia 24 de maio e assinou um novo acordo no dia 25, com maior tempo de duração e multa rescisória. Só que a alteração só foi publicada no dia 30 de maio. Assim, ele teria atuado no dia 27, na vitória cruzmaltina por 3 a 2, sem um registro válido na CBF.

“O atleta jogou irregular e isto enseja punição nos tribunais de Justiça Desportiva, acarretando perda de pontos à equipe infratora. O contrato tem de estar no BID para que o atleta tenha condição regular de jogo”, afirmou a advogada Gislaine Nunes, consultada pelo UOL Esporte.

Embora o novo compromisso tenha sido assinado já no dia 25, o fato da publicação no ter ocorrido no dia 30 deixaria Douglas impedido de atuar. A leitura é de que a Justiça Desportiva só permite que jogadores com documentação regular no BID tenham condição de jogo. Do dia 25 ao dia 30, portanto, o contrato do volante que estava no sistema da CBF não seria mais válido.

A reportagem ouviu mais dois profissionais especialistas, que preferiram não se identificar por prestarem serviços a grandes clubes brasileiros. Eles corroboraram a tese de que, pelo que consta no sistema de registros da CBF, Douglas atuou no clássico de forma irregular.

Um quarto advogado, por sua vez, afirmou que o caso requer melhor investigação para que se apure discrepâncias no registro antes de se determinar se o atleta atuou, ou não, de forma irregular. Para o profissional, ainda que haja a infração, o momento permitiria a instauração de um inquérito, sendo prematuro falar em punição.

O departamento jurídico do Fluminense tem em mãos a documentação e estuda se tomará alguma providência. Consultado, o clube disse apenas que não vai se posicionar no momento. A reportagem também apurou que há outros clubes da Série A do Brasileiro monitorando a situação, e a CBF já recebeu um primeiro contato sobre o caso.

Em caso de denúncia, o Vasco correria risco de perder até seis pontos no campeonato: os três da vitória, que iriam para o Fluminense, e mais três como punição pela escalação irregular. O clube tem atualmente 19 pontos; a perda de seis o derrubaria da oitava para a 16ª colocação. Procurada, a diretoria cruzmaltina disse que também não vai se pronunciar sobre o assunto.

Escalações irregulares afetam competições há anos

No ano passado, o resultado de campo também esteve ameaçado pelo caso Victor Ramos, quando o Inter foi ao STJD acusando o Vitória de ter usado o zagueiro de forma irregular. O tribunal não atendeu ao pedido dos colorados, que chegaram a ir à Suíça para evitar a queda para a Série B, sem sucesso.

O próprio Vasco, no primeiro semestre, esteve ameaçado de perder pontos no Estadual do Rio. Jean e Gilberto, então recém-contratados, atuaram em uma partida realizada um dia antes da publicação de seus nomes no Bira, espécie de BID da Ferj (Federação Estadual do Rio de Janeiro). Na época, no entanto, a federação admitiu que o problema ocorreu por conta de uma falha interna e o clube não chegou a ser denunciado.

No Brasileiro de 2013, a Portuguesa foi punida com perda de pontos pela escalação irregular do meia Heverton. A decisão afetou diretamente o resultado da competição, rebaixando o clube paulista e salvando da degola justamente o Fluminense, autor da denúncia. Desde então, a Lusa não parou de cair, e, neste ano, disputou a Série D do Brasileiro.

Fonte: UOL

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