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Basquete: Vasco vence o Macaé em São Januário pelo NBB: 77 a 76


Olho grudado no placar, muita energia e os dois pés quase sempre dentro de quadra, por vezes esbarrando em árbitros e jogadores. Dedé chegou ao Vasco em dezembro, trouxe ânimo novo e um estilo peculiar de comandar. Participativo, ele é quase um sexto jogador em ação nos jogos do Novo Basquete Brasil. Foi assim nesta terça-feira, diante do Macaé. No embalo do seu treinador, que mais uma vez ditou o ritmo com gestos e muita transpiração, o Cruz-Maltino funcionou em São Januário e voltou a vencer, batendo o Macaé por 77 a 76. O resultado apaga o revés para o Mogi das Cruzes no último fim de semana e recoloca a equipe no sonho pelo G-4, duas vitórias atrás do próprio Mogi e do Bauru, hoje terceiro e quarto na fase de classificação.

Com 17 pontos, David Jackson foi o cestinha do Vasco e decidiu na última bola do quarto final, infiltrando e marcando os dois pontos da vitória. O americano também pegou dois rebotes e deu três assistências. Gaúcho teve boa atuação com 14 pontos, com quatro bolas de três pontos. Fiorotto fez 11 pontos e Hélio contribuiu com dez. No Macaé, Rafa Moreira terminou o duelo com 19 pontos. O americano Kendall Anthony, porém, foi o destaque com 17 pontos e 13 assistências, um duplo-duplo. Erick anotou 16 pontos.

Na próxima rodada, dia 11, sábado, às 14h, o Vasco encara o Campo Mourão, fora de casa, no Ginásio de Esportes do município. Já o Macaé só volta a jogar no dia 14, na outra semana, dentro de casa, contra o mesmo Campo Mourão, no Ginásio Tênis Clube Macaense, às 19h30.

DEDÉ DITA O RITMO DO VASCO

Dedé começou o jogo como sempre. Observador, não sentou-se em instante algum. Sem Nezinho, com febre, optou por começar a partida com Palácios na armação. Hélio também ganhou outra chance como titular na ala. E com os dois acertando bolas de três pontos, o técnico mais comemorou do que reclamou. Esbravejou após toco de Murilo em Erick, quando acreditou que não houve a falta. E nem festejou depois da bela jogada que terminou na bola de três de Gaúcho para colocar 15 a 9 no marcador. A preocupação era em arrumar a defesa. Enérgico, o comandante viu o Vasco acabar o primeiro quarto com 20 a 17 e quatro bolas de três em oito tentadas, com 11 pontos de Gaúcho.

Na volta para o quarto seguinte, o Macaé estava melhor. Anthony infiltrou para anotar dois pontos e de imediato Dedé chamou Márcio para conversar. Na prancheta, mostrou o que esperava na marcação. No outro lance livre para o Vasco, a conversa foi com David Jackson. Com pouco tempo de clube, é na conversa que o treinador prepara o Cruz-Maltino para os playoffs. Sem três jogadores importantes, o Macaé demorava para se acertar na partida. E o time da casa se aproveitava, para vibração de um suado Dedé: 30 a 21 em cesta e falta de David Jackson. Marcando muito bem, o Vasco fez o Macaé estourar o cronômetro mais de uma vez. Mas deixou Rafa Moreira acertar para três pontos, fazendo o técnico Cruz-Maltino se desesperar no banco. Faltando dois segundos, o técnico pediu tempo para armar uma última jogada, mas não funcionou e o Vasco fechou em 39 a 33 a parcial.

O Cruz-Maltino retornou para o terceiro quarto em marcha lenta, e Dedé percebeu isso. Chamou a atenção de David Jackson e sacou Palácios após duas faltas seguidas. Na infiltração, Simmons diminuiu para 42 a 39, e o treinador cobrou a marcação. No ataque seguinte do Vasco, acompanhou os 24 segundos de posse mais de um metro dentro da quadra de defesa, com as duas mãos no joelho. Na metade do período, o Macaé abriu 10 a 5 no quarto e colou em 44 a 43. No semblante, Dedé mostrava a preocupação com o momento. O desafogo veio com Hélio e Fiorotto, que foi aplaudido e recebeu a vibração do treinador, entendendo que era hora de trazer a vibração do pivô de volta: 48 a 43 para o Vasco. Ao ver Simmons meter nova bola para três, o técnico coçou a cabeça, nervoso, e não demorou para tirar Drudi de quadra. Logo depois, bateu no próprio rosto com as duas mãos ao não concordar com a marcação de uma falta. O quarto terminou 21 a 17 para o Macaé, mas o Vasco vencia por 56 a 54.

O último quarto foi intenso, assim como o técnico Cruz-Maltino. O Macaé colou em 61 a 60, mas Dedé não parou o jogo. Se Gaúcho era o cestinha carioca com 14 pontos, os macaenses tinham Rafa, Simmons e Anthony com dígitos duplos de pontuação. A bola de três de Erick empatou o jogo, mas os vascaínos acalmaram Dedé com cesta e falta de Wágner que levantou a torcida e colocou 69 a 66 na metade do período. Enquanto David Jackson batia os lances livres, o comandante já planejava com a mesa o próximo pedido de tempo, com menos de dois minutos no cronômetro. E ele realmente precisou disso. Rafa Moreira infiltrou e virou para o Macaé, em 74 a 73, faltando 38 segundos. O Cruz-Maltino atacou e virou, mas em seguida Murilo fez falta em Anthony, para desespero de Dedé, e o rival voltou à frente com 76 a 75. No lance que decidiu o jogo, David Jackson acertou bandeja para dois pontos, e o Macaé desperdiçou o último lance. Deu Vasco. E Dedé sorriu, mas não sem antes cobrar mais um pouco o grupo.

Fonte: GloboEsporte.com

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